Hoje damos início a uma série que nos lembrará que nosso Deus é o mesmo de ontem e o será eternamente, cuidando de nós e fazendo seus milagres, assim como nas historias bíblicas. Perdoem-me a redundância, mas começaremos do início... o início da vida, com a história de uma mãe que não podia ter filhos...
O MILAGRE DE SER MÃE!
Sou Filha do Paulo e da Rosangela, pais maravilhosos. O detalhe é que meu pai era um ateu convicto e só minha mãe conhecia a Deus, mesmo assim, não tínhamos igreja, religião... mas sempre fomos felizes e nos amamos muito... e sempre mudávamos de casa... sempre!
Quando eu tinha 12 anos, morávamos em São Paulo, e foi lá que meu pai e toda minha família entregou a vida para Jesus (essa parte se eu fosse contar, precisaria ser dois testemunhos). Dois anos depois mudamos para Volta Redonda (RJ) e foi ali que conheci o Braulio, meu esposo, lá na Primeira Igreja Batista. Mas naquela época éramos somente amigos.
Quando completei 16 anos, adivinhe? Mudamos-nos para Vitória e só quando eu estava para completar 18 que fomos voltar Volta Redonda, para o casamento de um amigo, irmão do Braulio (a história é mais comprida e divertida, mas como o assunto não é romance, e sim de milagre, vamos esperar outra chance para contar essa história...). Começamos a namorar e em setembro de 1998 nos casamos.
Mas para contar a seqüência de milagres, voltemos ao ano de 1994. Foi no fim deste ano que comecei a ficar muito doente, não sabia o que era, mas sempre passava mal... vômitos, enjôos, febre... e os médicos sempre diziam que era virose. O mal estar era freqüente e cada vez pior... tinha algo de errado. Ao ser examinada em janeiro, pela milésima vez (rsrsr), “diagnosticaram” uma infecção urinária. Tomei antibióticos, os sintomas melhoraram... mas só até uma tarde em que passei muito mal, com uma febre alta e cólica abdominal bem forte.
Fiz um exame... e o médico disse que eu precisava ir para um hospital. Deus, cuidando de nós, colocou em nosso favor um especialista gastroenterologista e ao examinar meu quadro ele disse que uma cirurgia para tratar apendicite, embora nenhum dos sintomas fossem dessa doença. Era algo muito sério e só tempos depois o médico contou aos meus pais que eu pedi para orar antes da operação, e entreguei minha vida nas mãos de Deus.
Essa foi melhor decisão, deixar Deus cuidar... Aleluia! Fui operada no dia 13 de fevereiro de 95, em Vitória, e descobriram um quadro de apêndice supurada (inflamação aberta), que acabou perfurado meu ovário direito, e supurando dentro dele. Eles operaram, tiraram todo o ovário direito, 97% do ovário esquerdo e as trompas. O útero ficou preservado. Eu corri um grande rico de morte e os milagres se tornaram realidade a partir desse momento.
Meus pais oravam pedindo a Deus por vida, meu pai teve um sonho durante uma tarde e fez tudo o que Deus havia mandado. Sai viva, é claro né? Já que sou eu que estou escrevendo; e como já contei em 1998 me casei.
Muito agradecida a Deus pelo Felipe, para a glória de Deus, ainda fiquei engravidei outra vez, três anos depois, agora de uma menina, a Anna Paula, que hoje esta com 8 anos. Dois milagres nas nossas vidas. Tenho criado os meus filhos a luz da Palavra de Deus. Eles amam ao Senhor e entendem que são frutos de um milagre.
Eu creio em milagres, sou fruto de um milagre físico na minha própria vida e tenho privilégio de ter gerado dois milagres. Mas o maior deles, certamente foi o dia em que entreguei minha vida, meu coração pra Jesus. Voltar para casa, entender que Deus é nosso o Pai, essência da nossa existência é o maior dos milagres que podemos experimentar.
Que a minha vida, minhas histórias mostrem o caráter de Deus, Ele é bom, realiza milagres, nos ama... ELE É REAL, assim como quem assina essa carta.
Com amor, Keziah Aguiar, milagre de Deus, serva, esposa e mãe.

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