Certa vez o jornal me mandou fazer uma matéria sobre uma casa de recuperação de viciados em drogas no interior do Rio de Janeiro, em São João da Barra. Conheci um belo trabalho, de muitas atividades e esforços. Mas o que mais me marcou foi uma frase que um religioso disse: “Por mais que a gente tente, não conseguimos nenhum resultado, a não ser que...”
Cocaína, craque, álcool, cigarros... as drogas estão por todo lado e os métodos, tentativas e diferentes ações de libertação desses vícios também se proliferaram mais a cada dia. O que dizer então dos presídios superlotados de pessoas que cometeram crimes variados? O sistema chamado de reabilitação para um novo convívio social está longe de atingir o objetivo para o qual foi criado. Então, por mais duro que pareça, preciso dizer que nenhum deles resolve o problema de ninguém e não têm nenhuma eficácia em si mesmos.
Mas por quê? Como chegamos a esse ponto?
Quando Deus criou o homem tudo era perfeito, desde sua essência até o mundo ao seu redor. O Éden – e para quem não sabe, essa palavra significa Prazer – era de fato o paraíso na terra. Nenhum mal existia naquele lugar. Criado à imagem e semelhança de Deus, Adão tinha a mesma aparência e a mesma natureza de nosso Criador. Ele dominava um mundo de deleites por todos os lados.
Mas assim que o pecado entrou no mundo pela desobediência de Adão e Eva, o homem foi roubado pelo diabo e, morto espiritualmente, viu sua vida perfeita ser destruída. Perdeu a comunhão com o Deus que o visitava e caminhava com ele todos os dias; a autoridade sobre a terra; a saúde plena; e, pior do que tudo, perdeu a vida de Deus que estava dentro dele, o que também lhe roubou a percepção espiritual. A realidade e a verdade tornaram-se, então, o que ele podia ver, ouvir, cheirar, provar ou tocar.
O homem que tinha a vida e até os pensamentos de Deus, agora passou a pecar e a ter um mundo dominado pelo diabo a seu redor. Culpa, medo, condenação, angústia, cansaço, a morte e tudo que era mal entrou na Terra, e a Maldição do pecado passou a ser parte de sua essência. Assim, a natureza do homem fora transformada e cada geração seria pior que a outra que a antecedia.
ASSASSINOS, LADRÕES, VICIADOS, PERVERTIDOS SEXUAIS, MENTIROSOS... O homem virou pecador e a passou a fazer incontáveis coisas que desagradam o coração de Deus.
MAS O PROBLEMA NÃO É O QUE O HOMEM FAZ, MAS SIM O QUE ELE É, um pecador!
Com a natureza do pecado dentro dele, o homem jamais conseguirá resolver seus problemas, mesmo com a ajuda do melhor ou do mais bem intencionado ser humano. Nascido com a marca da maldição do pecado, o homem não tem condições em si mesmo de mudar sua situação. É por isso que casas de recuperação ou presídios nunca serão a solução.
O único que pode romper com o pecado, cancelar todo escrito de dívida que pesa sobre nós, destruir as obras do diabo e mudar a essência do nosso ser se chama Jesus Cristo. Ao recebê-lo como Senhor e Salvador de nossas vidas; com o Espírito Santo de Deus dentro nós, a maldição é cancelada, a morte dá lugar à vida. As coisas velhas ficam para trás e tudo se faz novo.
NOSSA NATUREZA VOLTA A SER A NATUREZA DE DEUS. Nós e o Pai passamos a ser um, mediante Cristo Jesus. Por isso, você que é nascido de Deus, não aceite e nunca mais volte a declarar que é um pecador.
Somos filhos de Deus (João 1.12, Rm 8:15-16), amados (Rm 1.7), Santos (2 Co 1.1; 1 Co 1:1-2; Ef 1.1), redimidos (Gl 4:4-7), membros da família de Deus (Ef 2:19), geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus (1 Pe 2:9).
Lembre-se sempre: quer ajudar alguém a ser liberto do pecado? Jesus é a única solução. Casas de recuperação até podem ajudar em muitos casos, mas jamais poderão resolver o problema de ninguém, a não ser que lá dentro alguém lhes apresente o único e suficiente Salvador.
Aquela instituição que mencionei no começo deste texto não era evangélica, mas aquele religioso tinha toda razão: “Por mais que a gente tente, não conseguimos nenhum resultado, a não ser que eles conheçam verdadeiramente a Deus”.
Amamos vocês, Samuel e Cíntia Colmenares
Amamos vocês, Samuel e Cíntia Colmenares

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